Um levantamento da Rede Mário Gatti revelou que, em média, dez banheiros de hospitais e UPAs de Campinas precisam de manutenção todos os dias, devido a furtos, vandalismo e mau uso. Entre junho de 2024 e agosto de 2025, foram mais de quatro mil ordens de serviço abertas para reparos, com custo médio de R$ 495 por intervenção.
O impacto não é apenas financeiro: já houve casos de roubo de fios de cobre que chegaram a comprometer até o funcionamento da UTI. Sérgio Bisogni, diretor-presidente da Rede, destaca que esses episódios afetam diretamente a rotina da saúde e a qualidade do atendimento oferecido à população.
O problema voltou a chamar atenção nesta semana: poucos dias após a reinauguração da recepção da UPA São José, dois banheiros da unidade tiveram que ser interditados. Na madrugada de terça-feira, as torneiras dos sanitários masculino e PCD foram furtadas, obrigando interdição temporária dos espaços. A Saúde informou que a manutenção seria finalizada nesta quarta-feira (24).
Para enfrentar os casos, a Rede desenvolve o projeto Mãos que Preservam, que busca conscientizar pacientes e colaboradores sobre a importância de cuidar dos espaços públicos de saúde. A iniciativa inclui distribuição de materiais educativos, palestras e ações de sensibilização.













