O primeiro debate presidencial em TV aberta será transmitido domingo (23) às 20h, nos estúdios da Band, em São Paulo.
- Participarão apenas Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante), já que Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) não comparecerão.
- Romeu Zema (Novo) desistiu da participação, alegando a ausência de Lula e a mudança de data do debate.
- O TSE suspendeu temporariamente a participação de candidatos em debates enquanto analisa o pedido de registro; pesquisa Datafolha mostra Lula com 47% e Bolsonaro com 43% no possível segundo turno.
O primeiro debate na TV aberta entre candidatos à Presidência da República será realizado neste domingo (23), às 20h, nos estúdios da Band, em São Paulo. O encontro terá apenas três participantes: Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).
Os dois nomes mais bem colocados nas pesquisas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), não devem comparecer. Romeu Zema (Novo), que inicialmente havia confirmado a participação, desistiu neste domingo e atribuiu a decisão à ausência de Lula e de outros concorrentes.
Em nota, a equipe de Zema afirmou que a mudança da data do debate, inicialmente previsto para 16 de agosto e transferido para o dia 23, havia sido aceita com a expectativa de que Lula participasse do confronto. “Diante da ausência de Lula e de outros concorrentes, a alteração de data perdeu o seu propósito inicial”, informou a assessoria.
Pablo Marçal (PRTB) também ficará fora. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu temporariamente sua participação em debates e no horário eleitoral gratuito enquanto analisa o pedido de registro de candidatura. Ele foi declarado inelegível pela Justiça Eleitoral e tenta reverter a decisão.
Como assistir ao debate
O debate será transmitido pela Band, Rádio Bandeirantes, BandNews FM, canal Band Jornalismo no YouTube e plataforma Bandplay. O Estadão, parceiro do evento ao lado de TV Cultura, Gazeta e Jovem Pan, também fará transmissão em suas plataformas digitais.
A mediação será de Adriana Araújo e Eduardo Oinegue. O formato prevê três blocos temáticos, com perguntas dos apresentadores e de jornalistas do Grupo Bandeirantes, além de dois blocos de confronto direto. Nestas etapas, os candidatos poderão circular pelo estúdio para fazer perguntas, réplicas e tréplicas sem intermediação dos âncoras. A duração estimada é de cerca de quatro horas.
Motivos das ausências
A campanha de Lula demonstrou descontentamento com os convites a Zema e Renan Santos. Os partidos dos dois candidatos não atingem a representação mínima no Congresso que torna obrigatória a participação em debates, mas foram convidados pela emissora.
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Datafolha: Lula tem 47% e Flávio Bolsonaro, 43% em eventual 2º turno
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 43%, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21). No levantamento anterior, Lula tinha 48%, enquanto Flávio Bolsonaro somava 43%.
O Datafolha realizou 2.058 entrevistas presenciais em pontos de fluxo entre os dias 18 e 21 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pelo jornal Folha de S.Paulo e pelo Grupo Globo e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04496/2026.
Disputa no primeiro turno
O levantamento também testou dois cenários para o primeiro turno. Em um deles, Pablo Marçal (PRTB) não aparece entre os candidatos. No outro, o ex-coach é incluído na lista.
Marçal está inelegível até 2032 e proibido de fazer campanha por decisão da Justiça Eleitoral, mas tenta viabilizar sua candidatura.
- Ronaldo Caiado (PSD): 5%;
- Renan Santos (Missão): 4%;
- Romeu Zema (Novo): 3%;
- Augusto Cury (Avante): 2%;
- Samara Martins (UP): 1%;
- Rui Costa Pimenta (PCO): 1%;
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 1%;
- Edmilson Costa (PCB): 1%.
Hertz Dias (PSTU) e Clariana Barão (DC) não pontuaram. Brancos e nulos somam 7%, enquanto 4% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
No levantamento anterior de primeiro turno, Lula tinha 40% e Flávio Bolsonaro, 32%. Os resultados, porém, não são diretamente comparáveis, porque a lista de candidatos testada na pesquisa anterior era diferente e tinha menos nomes.
Já no cenário com Pablo Marçal, Lula aparece novamente com 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro soma 32%, enquanto Marçal tem 2%.
Datafolha: Flávio Bolsonaro tem 46% de rejeição, ante 45% de Lula
Pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira mostra também que o senador Flávio Bolsonaro (PL) é rejeitado por 46% dos eleitores. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem o índice de 45% dos eleitores afirmando que não votariam nele.
Na última pesquisa, divulgada em 24 de julho, 48% rejeitavam Flávio Bolsonaro, enquanto a rejeição a Lula era de 46%.
O Datafolha ouviu 2.058 entrevistados, com 16 anos ou mais, de 18 a 20 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04496/2026.
Pela primeira vez, o Datafolha inclui o nome do empresário Pablo Marçal (PRTB) entre os presidenciáveis. Ele é rejeitado por 22% dos eleitores. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) é rejeitado por 16% dos eleitores. Já o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o ativista Renan Santos (Missão) marcaram 14% de rejeição.











