A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a declaração de inelegibilidade do senador Flávio Bolsonaro (PL), após um ato realizado durante a Festa do Peão de Barretos, no interior de São Paulo.
A representação também envolve Alfredo Gaspar (PL), apontado como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. A ação pede ainda a cassação do registro da chapa e a declaração de inelegibilidade por oito anos.
Segundo a equipe jurídica da campanha de Lula, o episódio ocorrido em Barretos configuraria abuso de poder econômico e uso indevido da estrutura do evento para promoção eleitoral.
Na ação, os advogados classificam o ato como um suposto “showmício disfarçado”. A argumentação considera a presença de um grande público e a estrutura utilizada durante a Festa do Peão, que conta com participação de empresas privadas e órgãos públicos.
Flávio Bolsonaro participou do evento em 22 de agosto, acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O senador é pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026.
A campanha de Lula sustenta que a participação de Flávio teria ultrapassado os limites de uma manifestação política e busca que a Justiça Eleitoral reconheça eventual abuso.
Pedido ainda será analisado
Apesar do pedido apresentado pela campanha de Lula, não existe, até o momento, uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral determinando a inelegibilidade de Flávio Bolsonaro.
A representação será analisada pela Justiça Eleitoral, que deverá avaliar os argumentos apresentados e as circunstâncias do ato realizado em Barretos antes de tomar qualquer decisão.
O caso ocorre em meio à movimentação política para as eleições presidenciais de 2026 e deve ampliar a disputa judicial entre os grupos políticos que já se articulam para a próxima eleição.
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