Após ser reeleito no segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve a vitória reconhecida por 27 dos 29 partidos políticos do país considerados no levantamento.
O reconhecimento não significa, necessariamente, apoio ao governo ou alinhamento às propostas de Lula. Entre as legendas que chancelaram a vitória está o próprio PL, partido de Flávio, derrotado no pleito no último domingo (25/10).
A vitória foi oficializada pela Justiça Eleitoral após a totalização dos votos. O TSE atestou a regularidade do processo. Flávio saiu derrotado do segundo turno das eleições, com 48,21% dos votos. O petista obteve 51,79%.
Novo questiona resultado e Mobiliza silencia
Quem adotou tom de contestação foi o Novo. A legenda, que lançou Romeu Zema na disputa, acusou o PT de usar a máquina pública e o Supremo Tribunal Federal (STF) para se manter no poder e afirmou ter protocolado três ações pedindo a cassação da chapa de Lula.
“Como se não bastasse fazer uma campanha cheia de mentiras, o PT usou como nunca a máquina pública e o STF para se manter no poder. Temos três ações pedindo a cassação da chapa de Lula”, publicou o partido nas redes sociais.
Já o Mobiliza foi a única sigla que não havia se manifestado publicamente sobre o resultado até o fechamento do levantamento.
Carta de Flávio nos EUA
Após a derrota, Flávio fugiu para os Estados Unidos e, de lá, divulgou uma carta, em tom golpista, em que questiona o segundo turno, levanta suspeita de fraude sem apresentar provas e se declara “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”.
Em resposta às contestações, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que o pleito de 2026 transcorreu “dentro da mais absoluta normalidade” e com segurança.
Oposição também reconheceu
Mesmo entre aliados do bolsonarismo, houve reconhecimento da vitória de Lula.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que apoiou Flávio na campanha, reconheceu o resultado e defendeu que a oposição atue dentro das regras democráticas.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também reconheceu a reeleição do petista, apesar da contestação de Flávio. Ele, no entanto, criticou a condução da campanha petista e a atuação do governo federal.
Já o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), outro aliado do senador do PL no segundo turno, seguiu a mesma linha, respeitou o resultado das urnas e desejou sucesso ao novo mandato.
As manifestações mostram que, à exceção do Novo, até adversários diretos do presidente chancelaram a decisão do eleitor.








