O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não comentou, nesta quarta-feira 30, a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar a Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
Questionado por jornalistas sobre a medida, o ex-capitão limitou-se a responder: “Não tenho nada com isso”.
Moraes enfatizou, em decisão assinada na terça-feira 29, que Bolsonaro não está proibido de conceder entrevistas. O ex-presidente, porém, tem evitado falar com jornalistas, supostamente por receio de o ministro decretar sua prisão preventiva.
O teor e o modo de divulgar as entrevistas podem, de fato, resultar em prisão, conforme a decisão de Moraes que impôs medidas cautelares a Bolsonaro, a exemplo do uso de tornozeleira eletrônica e da proibição de utilizar redes sociais.
Segundo o ministro, o veto inclui transmissões, retransmissões ou veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas nas redes de terceiros, “não podendo o investigado se valer desses meios para burlar a medida”.
Filho “zero três” de Jair, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) celebrou prontamente a sanção contra Moraes e cobrou uma “anistia ampla, geral e irrestrita para restaurar a paz, devolver a liberdade aos perseguidos e mostrar ao mundo que o Brasil ainda acredita na democracia”.
O principal objetivo de Eduardo é livrar da Justiça seu pai, réu no STF por liderar a tentativa de golpe de Estado em 2022. O ex-presidente e outros seis integrantes do chamado núcleo crucial da trama golpista têm 15 dias para apresentar suas alegações finais. Na sequência, ocorrerá o julgamento, a cargo da Primeira Turma, formada por Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.
Moraes, por sua vez, já classificou como inconstitucional a aprovação de uma eventual anistia a envolvidos na tentativa de golpe, inclusive a Bolsonaro.











