A Universidade de Brasília decidiu expulsar o estudante Wilker Leão, conhecido por gravar conteúdos de aulas e publicá-los nas redes sociais para alegar que a instituição promoveria uma “doutrinação ideológica”.
A decisão foi formalizada nesta sexta-feira 5, em um ato assinado pela reitora Rozana Reigota Neves.
“Aplico a sanção de exclusão ao discente Wilker Leão de Sá por cometimento dos delitos administrativos”, diz um trecho do despacho.
A UnB identificou calúnia ou injúria contra os membros da comunidade acadêmica; desacato a membros do corpo docente, discente ou técnico-administrativo; prática de atos que violam direitos humanos e direitos fundamentais; e prática de atos incompatíveis com valores e princípios da universidade.
O estudante foi alvo de um processo disciplinar da faculdade e estava afastado das atividades acadêmicas. Em entrevista a CartaCapital em junho, a reitora explicou que a manutenção do afastamento se devia à recorrência da exposição de professores nas redes sociais. O influenciador de extrema-direita reúne uma base de quase um milhão de inscritos no Youtube.
Wilker negava as acusações e se dizia vítima de perseguição por parte da universidade, alegação que Rozana Reigota Neves também afastou. A reitora enquadrou o caso como mais um ataque às universidades praticado pela extrema-direita.
O Diretório Central dos Estudantes da UnB comemorou o desfecho do caso. “Vitória da comunidade acadêmica que constrói, todos os dias, a nossa universidade: Wilker Leão expulso da UnB!”











