Os advogados de Jair Bolsonaro (PL), Celso Vilardi e Paulo Amador Cunha Bueno, receberam com alívio a primeira parte do voto do ministro Luiz Fux, durante o julgamento da trama golpista na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, nesta quarta-feira 10.
Em conversa com jornalistas, Cunha Bueno se disse com a “alma lavada” após o Fux antagonizar com Alexandre de Moraes, relator do caso, e votar pela aceitação de três das quatro questões preliminares apresentadas pelas defesas dos réus.
O ministro reconheceu, por exemplo, a tese de que houve cerceamento da defesa no caso e defendeu, nesta primeira parte da sessão, a nulidade do processo por incompetência da Corte para julgar a organização criminosa liderada pelo ex-presidente. Ele negou apenas o pedido de anulação da delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
A breve declaração dos advogados do ex-capitão foi dada durante a suspensão, de dez minutos, da sessão desta quarta-feira. Pouco antes, o ministro havia se posicionado contra o apontamento feito na denúncia de que o núcleo crucial da trama era uma organização criminosa.
Para a defesa de Bolsonaro, a posição do ministro dá indícios de que ele deve, ao final do voto, se posicionar pela absolvição do ex-presidente e os outros réus.
Fux, ainda durante a manhã, também sinalizou que deve votar contra o entendimento de Moraes – seguido por Flávio Dino – para a imputação conjunta por golpe de Estado e tentativa abolição de Estado Democrático de Direito, defendida pela Procuradoria-Geral da República.
O ministro ainda não finalizou a leitura do voto. Assista:











