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Afastamentos por transtornos mentais na Educação mais que dobram em Limeira e acendem alerta

PUBLICAÇÃO

A vereadora Mariana Calsa (MDB) recebeu, nesta terça-feira (24), resposta ao Requerimento nº 60/2026, que questiona os afastamentos de servidores por transtornos mentais na Secretaria Municipal de Educação de Limeira. Os dados apontam para um cenário considerado preocupante pela parlamentar.

Informações oficiais da Prefeitura, obtidas também por meio do Requerimento nº 294/2025, indicam que o número de afastamentos mais que dobrou nos últimos anos.

Em 2021, foram registrados 351 afastamentos. Já em 2024, o número chegou a 782, o que representa um aumento superior a 120%. Em 2025, foram contabilizados 776 casos, mantendo o índice em um patamar elevado.

Segundo Mariana Calsa, os profissionais mais afetados são aqueles que atuam diretamente no atendimento aos alunos. Em 2025, foram registrados 305 afastamentos entre monitores, 139 entre auxiliares de serviços gerais, mais de 100 entre professores da educação infantil e ensino fundamental, além de 46 merendeiras escolares.

Para a vereadora, os números indicam um problema estrutural. “Não estamos falando apenas de estatísticas, mas de pessoas que estão adoecendo dentro das escolas. Se quem cuida das nossas crianças está adoecendo, isso mostra que há falhas no sistema”, afirmou.

Evolução dos afastamentos

Os dados mostram crescimento contínuo ao longo dos anos:

2021: 351 afastamentos
2022: 592 afastamentos (aumento de 68%)
2023: 647 afastamentos (aumento de 9%)
2024: 782 afastamentos (aumento de 21%)
2025: 776 afastamentos (redução de 0,7% em relação a 2024)

Medidas e avaliação

De acordo com a parlamentar, a Prefeitura anunciou, em 2025, a adoção de medidas como exames periódicos e ações de gestão psicossocial. No entanto, as informações enviadas ao Legislativo indicam que as iniciativas tiveram alcance limitado, com realização de poucas palestras e exames concentrados em parte dos servidores.

Ainda segundo os dados, não foram apresentados indicadores que comprovem impacto efetivo na redução dos afastamentos.

“Houve anúncio de medidas, mas não houve resultado efetivo. O cenário continua preocupante, sem políticas estruturadas que enfrentem a raiz do problema”, declarou Mariana.

A vereadora defende a implementação de uma política permanente de cuidado com os profissionais da educação, com acompanhamento psicológico contínuo, melhoria das condições de trabalho e ações de prevenção.

Diante dos números, Mariana Calsa afirmou que seguirá cobrando transparência, planejamento e medidas concretas por parte do Executivo.

Fonte: Gabinete da vereadora Mariana Calsa (MDB)

Informações CML

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