“Está muito tranquilo, despacho absolutamente normal, tá corado, tá bem, nenhuma queixa”, disse Haddad a jornalistas após passar a manhã em reunião com o presidente.
Haddad apresentou a Lula a situação da tramitação de propostas prioritárias do governo no Congresso, como o pacote de corte de gastos, a regulamentação da reforma tributária, entre outros, e a articulação do governo com os líderes para encaminhar as votações.
“O apelo que ele está fazendo é para que as medidas não sejam desidratadas. Temos um conjunto de medidas que garante a robustez do arcabouço fiscal, estamos muito convencidos de que vamos continuar cumprindo as metas fiscais nos próximos anos”, disse o ministro ressaltando que Lula pediu um quadro detalhado da situação para conversar com os líderes do governo no Congresso.
Fernando Haddad afirmou que o governo está comprometido em cumprir as metas já propostas sem fazer novas alterações e que teria fechado as contas deste ano no azul se não fossem os “contratempos” com medidas como o Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos) e a desoneração da folha de pagamentos.
“Nós só não vamos ter um superávit primário neste ano em função dos R$ 45 bilhões de renúncia fiscal que contrariou o governo, mas que faz parte da democracia. Teve veto, foi derrubado, mas teríamos superávit se fossem consolidadas as medidas de 2023”, completou o ministro.
Ainda durante a entrevista aos jornalistas, Haddad disse que Lula espera sancionar a regulamentação da reforma tributária ainda neste ano “com uma conciliação entre Senado e Câmara em torno do que foi alterado”. Isso porque os senadores fizeram alterações na proposta aprovada pelos deputados, que voltam a analisar o texto a partir desta segunda (16).
Haddad afirmou que teve a garantia do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que todas as propostas – além do Orçamento de 2025 – serão votadas ainda nesta semana nem que, para isso, tenha que convocar sessões plenárias em outros turnos do dia.
Já a reunião ministerial que Lula disse ter planos de fazer ainda neste ano depende da recuperação dele e de orientações médicas. Ele deve ficar em São Paulo até quinta (19), para a realização de novos exames, e somente depois voltar a Brasília.












