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Com popularidade em alta, Planalto vê oportunidade de subir o tom contra o Congresso – CartaCapital

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Diante de um alívio na popularidade, o governo Lula (PT) se prepara para enfrentar uma nova série de embates com o Congresso Nacional. O momento, impulsionado por sua resposta ao tarifaço de Donald Trump contra o Brasil, aliados querem que o petista suba o tom em temas que consideram estratégicos – ainda que sob o risco de tensionar ainda mais a já claudicante relação com o Legislativo.

No topo da lista há o possível veto ao projeto que aumenta o número de deputados de 513 para 531. Embora o texto proíba o aumento de gastos, o governo vê risco de “efeito cascata” nos estados e câmaras municipais. Aliados consideram o veto necessário para sinalizar compromisso com o equilíbrio fiscal e também para deixar claro que o Executivo não endossa decisões que elevem o custo da máquina pública.

Internamente, ministros chegaram a sugerir que o presidente deixasse o projeto caducar, empurrando a promulgação para o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), sem associar o governo à medida tão impopular. Mesmo ciente de que o veto poderá ser derrubado pelo Congresso, aliados avaliam que o gesto será compreendido pela população.

Outros dois pontos de atrito envolvem a possível judicialização da PEC 66 (a nova regra de pagamento de precatórios) e do projeto sobre licenciamento ambiental. Aliados do governo veem inconstitucionalidades nos textos – e o caminho natural, segundo fontes do Planalto, será a contestação no Supremo Tribunal Federal. Caso isso ocorra, o governo repetirá a estratégia usada no episódio recente do IOF, quando o decreto presidencial foi derrubado por deputados e senadores e, em resposta, a Advocacia-Geral da União acionou o STF.

A diferença, agora, é que o Planalto vê condições políticas para peitar o Congresso. Pesquisa Quaest/Genial divulgada nesta quarta-feira 16 mostrou que a popularidade de Lula subiu três pontos em relação a maio, indo de 40% para 43%. A desaprovação caiu de 57% para 53%. A melhora foi mais acentuada fora das bases tradicionais do petismo, especialmente entre eleitores do Sudeste e pessoas com ensino superior completo.

O embate com Trump, que impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e foi duramente criticado por Lula, teve recepção positiva da maioria dos entrevistados, inclusive entre eleitores identificados com a direita. No Planalto, a leitura é que essa mudança de percepção oferece uma janela de oportunidade para retomar a ofensiva política sem temer prejuízos imediatos à imagem do governo.

Informações são do site Carta Capital, Clique aqui

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