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    Direita brasileira comemora captura de Maduro; governistas criticam

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    Integrantes da oposição no Congresso Nacional brasileiro comemoraram neste sábado (3) os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a anunciada captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Parlamentares da base governista, no entanto, avaliaram a ação norte-americana como “grave”.

    O ataque “de grande escala” foi anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por meio das redes sociais. Segundo ele, Maduro foi capturado e levado para fora do país. O presidente norte-americano deve detalhar a operação em uma coletiva de imprensa às 13h, no horário de Brasília, no resort de Mar-a-Lago, na Flórida.

    O anúncio de Trump repercutiu entre deputados e senadores brasileiros. O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente.

    Em nota, o deputado Zucco (PL-RS), ex-líder do oposição na Câmara, avaliou que o momento é “verdadeiramente histórico” para a América Latina e que agora a Venezuela “tem a chance de renascer” e avançar.

    “A captura de Maduro representa o fim de um ciclo de opressão e o início de uma nova etapa. Uma oportunidade histórica para que a Venezuela possa reconstruir suas instituições, restabelecer o Estado de Direito, garantir eleições livres e devolver dignidade ao seu povo”, afirmou.

    Parlamentares do PSOL e do PT, por outro lado, condenaram a ação dos EUA e criticaram a violação de direitos internacionais. Líder do PSOL na Câmara, a deputada Talíria Petrone (RJ) afirmou que o ataque é “inaceitável à soberania do povo venezuelano e de toda a América Latina”.

    Para o senador e ex-ministro da Justiça Sergio Moro (União-PR), o ataque americano representa “o fim de Maduro” e é “melhor para Venezuela e para o mundo”.

    O deputado e ex-ministro Paulo Pimenta (PT-RS) prestou solidariedade à população venezuelana e afirmou que ação americana tem o objetivo de “assumir o controle do petróleo e das riquezas minerais do país vizinho”.

    Em vídeo publicado, o deputado Mauricio Marcon (PL-RS) declarou que “acabou o regime ditatorial na Venezuela” e comemorou a queda do “regime esquerdista” no país.

    A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) destacou que os ataques dos EUA são uma “grave violação do direito internacional e ameaça direta à vida de civis”.

    Em resposta aos ataques, o governo venezuelano declarou emergência nacional e mobilizou planos de defesa, enquanto o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, prometeu resistir à presença de tropas estrangeiras.

    Nos últimos meses, a tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela cresceu após o Pentágono deslocar um grande contingente militar e atacar embarcações no Caribe, com a justificativa de combate ao narcotráfico.

    CNN Brasil

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