“Nos últimos dez anos, a moda passou a ter um olhar muito mais diverso, plural, e o programa tem que acompanhar isso”, apontou Bertholini na apresentação do formato à imprensa, na última quinta (6). “Usar uma tendência não vai te dar o aval para ser aceito pelo mundo todo. A bolsa se pendura na gente, não é a gente que tem que se pendurar na bolsa”, ironizou.
Eu aprendo muito com a trajetória do programa, e isso me dá força para construir com eles esse novo episódio, que não tem medo de iniciar um novo ciclo, de dar um passo à frente e de caminhar para a mudança. É importante que o programa mude, assim como a moda muda, mas sem perder a sua essência.
O estilista, que se define como uma pessoa fora do padrão e que chama a atenção justamente por desafiar as tendências da moda, quer levar sua ousadia para o reality. “Eu não sou padrão nem normativo na hora de me vestir e trago esse olhar de apreciar a autenticidade das participantes.”
“O diferencial das participantes é o que mais me chama a atenção. Eu não quero que a moda abafe quem elas são nem a essência delas, o que as torna únicas vem primeiro pra mim e eu espero sempre poder valorizar isso. As pessoas não estão mais no momento de que a moda precisa ditar nem trazer a sensação de inadequação, é um momento de inversão de lógica: como é que a moda pode te abraçar?”, provocou o estilista.
Para o novato no formato, não há mais espaço para fazer piada com o visual dos outros –não que isso fosse aceitável no passado. “Se você se sente bem com a sua roupa, está tudo certo. A moda é uma ferramenta de expressão. As participantes vão fortalecer quem são através da moda”, ressaltou.
“Elas têm uma urgência na vida, e a moda pode ser uma ferramenta positiva para transmitir a mensagem que elas querem pro mundo. Seja uma insegurança, uma maneira de entender o próprio corpo, um posicionamento profissional… Talvez elas tenham uma dor que a moda pode ajudar a resolver.”
“Mas, se você se sente 100% à vontade com a sua roupa, não existe moda nem cartilha para dizer que você está errada. Aquela moda que dizia que o seu corpo não está certo ou que o seu cabelo não está certo ficou no século passado… A moda hoje dá o caminho para a gente ser quem quiser”, disse.
Renata Kuerten, que já estava à frente das temporadas mais recentes do Esquadrão da Moda, concorda em gênero, número e grau com Bertholini. “A gente diz que o importante é elas estarem bem com elas mesmas. A gente mostra formas de ficarem ainda mais bonitas. Não precisa estar tudo combinando, o importante é saber usar de forma harmoniosa e expressar sua personalidade, colocar o seu melhor pra fora”, apontou.
A apresentadora, aliás, se empolgou com a possibilidade de dividir o programa do SBT com o novo colega que, na verdade, é um amigo antigo. “Eu conheço o Dudu desde que comecei minha carreira de modelo, está sendo muito fácil trabalhar com ele, é uma troca muito gostosa”, valorizou.
A nova temporada do Esquadrão da Moda estreia no SBT neste sábado (8), às 20h45, logo depois do telejornal SBT Brasil.











