A Argentina registrou uma inflação de 3,7% em março, informou nesta sexta-feira 11 o Instituto Nacional de Estatística e Censos, o Indec. É o maior índice desde agosto de 2024, quando chegou a 4,2%.
No acumulado de 12 meses, os preços ao consumidor subiram 55,9%, enquanto no primeiro trimestre deste ano a alta foi de 8,6%.
O mercado projetava uma elevação menos expressiva em março, entre 2,4% e 2,8%. O grupo de alimentos, porém, disparou 5,9% no mês passado e puxou o índice — o tomate, por exemplo, ficou 105% mais caro, enquanto a alface subiu 73%.
O setor de Educação, com 21,6%, também teve uma forte alta. Já os grupos com menor variação em março foram os de bebidas alcoólicas e tabaco (0,8%) e lazer e cultura (0,2%).
Na quinta-feira 10, a Argentina viveu uma greve geral contra o ajuste fiscal promovido pelo presidente ultraliberal Javier Milei. Estações de trem e metrô ficaram vazias, e mais de 250 voos foram cancelados.
O movimento marca uma reação à deterioração no clima social após dezenas de milhares de demissões e 15 meses consecutivos de queda no consumo durante a presidência de Milei.











