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Janja cobra ‘medidas firmes’ de Motta para encerrar ‘ciclo de misoginia’ na Câmara

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A primeira-dama Rosangela da Silva, a Janja, cobrou o presidente da Câmara, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), para que sejam adotadas ações mais contundentes contra o machismo na Casa de Leis. A cobrança ocorre poucos dias após a ministra Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais, tornar a ser alvo de ataques de deputados bolsonaristas.

“Nós, mulheres, contamos com o comprometimento do presidente Hugo Motta para que esse ciclo de misoginia seja freado na Câmara dos Deputados. Precisamos que medidas firmes sejam tomadas para coibir esses atos de violência, visando um ambiente institucional com mais respeito e equidade”, cobrou Janja em uma publicação nas redes sociais.

A mensagem é acompanhada de uma foto ao lado da ministra das Relações Institucionais. Gleisi, na terça-feira, foi hostilizada por Gilvan da Federal (PL-ES). Ele a chamou de ‘amante’ e ‘prostituta do caramba’ durante uma reunião da Comissão de Segurança Pública.

“Infelizmente, esse episódio não é um caso isolado. Ele escancara, mais uma vez, o modus operandi cruel de silenciamento e humilhação que recai sobre mulheres que ocupam espaços de poder e decisão”, comentou a primeira-dama na publicação.

Após os xingamentos, Motta encabeçou um pedido de suspensão de seis meses do parlamentar. A solicitação argumenta que Gilvan fez “manifestações gravemente ofensivas e difamatórias” contra a ministra, que é deputada licenciada. O documento, assinado também por outros parlamentares, foi encaminhado ao Conselho de Ética da Câmara e ainda será votado.

Motta escreveu também que as declarações de Gilvan representam um “evidente abuso das prerrogativas parlamentares, o que configura comportamento incompatível com a dignidade do mandato”. O bolsonarista alvo da representação é o mesmo que, recentemente, desejou a morte de Lula (PT) em um discurso na Câmara.

O pedido contra Gilvan foi celebrado por Gleisi no X, antigo Twitter. “Além de reagir prontamente às atitudes ofensivas do deputado, que ferem o decoro parlamentar, a representação sinaliza uma atitude rigorosa da Câmara diante de comportamentos abusivos que infelizmente têm acontecido”, escreveu a ministra. “O Parlamento é a casa da democracia e do debate, que se faz por meio de argumentos, não de ofensas. É assim que se respeita a representação popular”, completou.

Informações são do site Carta Capital, Clique aqui

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