A Polícia Civil de São Paulo confirmou a prisão do terceiro suspeito de envolvimento na morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz. O homem se apresentou voluntariamente em uma delegacia da cidade de São Vicente, no litoral paulista, na madrugada de sábado 20, horas após a expedição de mandado de prisão temporária contra ele.
Ferraz foi executado na segunda-feira 15, em Praia Grande, cidade vizinha a São Vicente. Durante a semana, outras duas pessoas já tinham sido presas: uma mulher que, segundo as investigações, transportou uma das armas usadas no crime e um homem acusado de atuar na logística da ação.
A arma que foi transportada, um fuzil, estava em uma residência de Praia Grande usada para aluguel de temporada. Neste sábado 20, a Justiça decretou a prisão do proprietário do imóvel, que passou a ser procurado. Com isso, sete pessoas são investigadas: as três que já foram presas e outras quatro, que seguem foragidas.
Ruy Ferraz, que ocupava o cargo de secretário de Administração de Praia Grande, foi morto após deixar o local de trabalho. O carro dele foi alvo de uma emboscada. Ferraz tentou fugir, mas o veículo acabou se chocando com um ônibus. Os executores se aproveitaram da situação e dispararam, matando o ex-delegado-geral.
O ex-delegado foi pioneiro nas investigações contra a facção Primeiro Comando da Capital (PCC), no início dos anos 2000. Por isso, uma das principais suspeitas é de retaliação por parte do crime organizado. O secretário de Segurança Pública do estado, Guilherme Derrite, que recusou ajuda da Polícia Federal no caso, disse que nenhuma hipótese está descartada.











