A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã já provoca reflexos no mercado internacional – inclusive no Brasil. O preço do petróleo passou de US$ 100 por barril e chegou ao maior nível desde fevereiro de 2022, quando começou a guerra entre Rússia e Ucrânia. Nos postos de Campinas, os consumidores perceberam um aumento significativo em todos os combustíveis.
Com a interrupção da passagem, cresce o temor de redução na oferta global da commodity e também de impactos em produtos derivados.
No Brasil, a alta do petróleo pode afetar vários setores da economia, como transporte, indústria e agronegócio.
Na metrópole, em um posto localizado na Avenida Paula Souza, o diesel aumentou R$ 30 centavos, passando para R$ 6,69 o litro. A gasolina subiu R$ 10 centavos, e é encontrada a R$ 6,29. Até o álcool sofreu impacto, também com reajuste de R$ 10 centavos, sendo vendido a R$ 4,59.
O gerente do estabelecimento, José Costa, conta que, nos últimos dias, a venda dos combustíveis pelas distribuidoras já tem sido feita de forma racionada.
Em outro posto, localizado na Avenida Abolição, o diesel teve aumento de R$ 70 centavos, sendo vendido a R$ 6,69. A gasolina, com aumento de R$ 10 centavos por litro, passou a custar R$ 6,59. E o etanol, com reajuste no mesmo valor de R$ 10 centavos, é comercializado a R$ 4,49.
O aposentado Walter Castro tem sentido os impactos. Ele recorreu aos aplicativos de desconto das redes de postos para tentar economizar.
Em nota o Recap, Sindicato dos Postos de Combustíveis, informou que o mercado de combustível brasileiro já sente os efeitos da guerra no Oriente Médio, que causaram impacto significativo no preço internacional do petróleo e derivados.
Segundo o Recap, o diesel é o produto mais afetado nesse momento, já que o Brasil importa grande parte desse produto para atender o mercado nacional. Com a situação, as distribuidoras têm atualizado custos e repassando para as redes de postos.
O Ministério de Minas e Energia criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento. O grupo vai acompanhar, diariamente, as condições do mercado nacional e internacional de combustíveis. O trabalho será feito em articulação com órgãos reguladores e também com os principais agentes do setor, desde o fornecimento até a distribuição.












