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ONG acusa Israel de atacar navio com ajuda a Gaza

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Os organizadores da chamada Flotilha da Liberdade acusaram Israel de atacar com drone um navio que se dirigia à Faixa de Gaza transportando ajuda humanitária, em meio ao bloqueio imposto pelos israelenses ao enclave palestino.

O navio Conscience, que transportava 12 tripulantes e quatro civis, foi bombardeado em águas internacionais ao largo de Malta nesta sexta-feira 2, afirmou a entidade.

O governo de Malta informou que um rebocador nas proximidades respondeu a um pedido de socorro após o início de um incêndio a bordo do navio que acabou sendo controlado, disseram as autoridades. O grupo estava em segurança e não houve relatos de feridos. As autoridades maltesa disseram que os ocupantes se recusaram a deixar a embarcação.

A Coalizão da Flotilha da Liberdade, um grupo não governamental internacional, atribuiu o ataque a Israel, mas não apresentou evidências que comprovem a alegação ou mostrem que o incêndio a bordo teria sido causado por drones.

A ONG publicou imagens filmadas à noite mostrando um incêndio no navio, nas quais pode-se ouvir uma explosão.

“Os embaixadores israelenses devem ser convocados e responder por violações do direito internacional, incluindo o bloqueio em andamento e o bombardeio de nossa embarcação civil em águas internacionais”, afirmou a entidade.

O governo maltês relatou que as autoridades marítimas receberam um pedido de socorro pouco depois da meia-noite, no horário local, de um navio fora das águas territoriais relatando um incêndio.

O rebocador que estava próximo à embarcação se dirigiu ao local e iniciou operações de combate a incêndios, e um navio de patrulha maltês foi enviado. Após várias horas, o navio e sua tripulação estavam seguros, informou.

O Exército israelense e o Ministério do Exterior de Israel não comentaram a acusação.

O acesso de ajuda ao enclave está sob um bloqueio imposto por Israel desde o fracasso em março do cessar-fogo entre as forças israelenses o grupo islamista Hamas, com os dois lados se acusando mutuamente de violações. Após o colapso da trégua, Israel enviou tropas de volta a Gaza e retomou os ataques aéreos.

Flotilha pede fim do bloqueio a Gaza

Uma porta-voz da ONG, Caoimhe Butterly, disse que o ataque ocorreu enquanto o navio se preparava para o embarque de ativistas de outra embarcação. Uma transferência no mar havia sido planejada em vez de o navio ir para o porto, por razões burocráticas, disse ela.

A ativista sueca Greta Thunberg disse à agência de notícias Reuters que estava em Malta e que planejava embarcar no navio como parte da ação planejada da Flotilha da Liberdade em apoio a Gaza. Thunberg disse que o ataque “causou uma explosão e grandes danos ao navio, o que impossibilitou a continuação da missão”.

“Eu fazia parte do grupo que deveria embarcar naquele barco hoje para continuar a viagem em direção a Gaza, o que é uma das muitas tentativas de abrir um corredor humanitário e fazer a nossa parte para continuar tentando romper o cerco ilegal de Israel a Gaza”, afirmou.

Thunberg e a Coalizão Flotilha da Liberdade disseram que havia 30 pessoas a bordo, não 16, como afirmou o governo maltês.

A guerra entre Israel e o Hamas em Gaza começou após os ataques terroristas de 7 de outubro de 2023 que resultaram na morte de 1.200 pessoas, com outras 251 levadas para Gaza como reféns. Desde então, a ofensiva de Israel no enclave matou mais de 52.000, segundo o Ministério da Saúde de Gaza administrado pelo Hamas.

Desde 2 de março, Israel cortou completamente o fornecimento de suprimentos e assistência médica aos 2,3 milhões de moradores do enclave. Os alimentos estocados durante o cessar-fogo no início do ano praticamente acabaram, de acordo com agências internacionais de ajuda humanitária.

Israel acusa os militantes do Hamas de explorar a ajuda e afirma que deve manter todos os suprimentos fora do alcance para impedir que os combatentes os recebam. O Hamas, considerado um grupo terrorista por diversos países, emitiu um comunicado sobre o incidente na costa de Malta, acusando Israel de “pirataria” e “terrorismo de Estado”.

Informações são do site Carta Capital, Clique aqui

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