Ministros do Supremo Tribunal Federal receberam influenciadores digitais na sede da Corte, nesta quarta-feira 13. A visita é parte do projeto Leis e Likes, cujo objetivo é “aproximar o Poder Judiciário da sociedade por meio de quem influencia milhões de pessoas”, de acordo com o STF.
Entre os participantes estavam o ex-BBB e médico Fred Nicácio, a economista Nath Finanças, o fundador do Porta dos Fundos Antonio Tabet e Beta Boechat, colunista de CartaCapital.
Mizael Silva, famoso por vídeos nos quais diz ser o “advogado do Alexandre de Moraes”, também esteve na agenda e se encontrou com o ministro.
Moraes chegou pelo elevador à antessala do plenário quando o grupo de influenciadores aguardava a visita guiada pelo prédio. Mizael Silva se apresentou ao “cliente” e perguntou se o ministro precisava dele. Bem-humorado, Moraes respondeu que o “advogado” precisaria falar inglês para defendê-lo nos Estados Unidos.
“Você está bem de advogado, estou precisando mesmo. Você fala inglês também? Para me defender nos Estados Unidos”, brincou Moraes.
Trata-se de uma referência às sanções impostas a Moraes pelo governo de Donald Trump com base na Lei Magnitsky, sob a justificativa de que o ministro lidera uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e as big techs.
Além de posarem para fotos com Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Luís Roberto Barroso, os influenciadores acompanharam parte da sessão plenária. Esta foi a segunda edição do evento. A primeira, no ano passado, “ampliou em 30% a imagem positiva do STF na imprensa” com 400 conteúdos produzidos durante a atividade, disse o tribunal.
Segundo a Corte, nenhum influencer recebeu cachê por sua participação, uma vez que o encontro tem contrapartida 100% social. O evento contou com apoio do YouTube, da OAB Nacional e da Associação dos Magistrados Brasileiros, além de ter sido fruto de uma parceria do Instituto Justiça e Cidadania.
A visita foi alvo de críticas do vereador fluminense Carlos Bolsonaro (PL-RJ). Nas redes sociais, ele afirmou: “Se fosse Jair Bolsonaro a fazer metade disso, o circo já estaria armado. Como não é, aí passa a ser ‘articulação legítima’, ‘cooperação institucional’ e ‘defesa do Estado Democrático de Direito’”.











