O presidente Lula (PT) assinou nesta quarta-feira 27 a recondução de Paulo Gonet ao cargo de procurador-geral da República por mais dois anos. O atual mandato termina em dezembro.
A decisão, a ser formalizada no Diário Oficial da União, ocorre a seis dias do início do julgamento da tentativa de golpe de Estado. Gonet é personagem central da investigação e denunciou ao Supremo Tribunal Federal os envolvidos na trama, após a Polícia Federal concluir a apuração.
O julgamento na Primeira Turma começará na próxima terça-feira 2 pelo chamado núcleo crucial da conspiração, do qual fazem parte o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete réus. Gonet terá duas horas para se pronunciar na tribuna do STF.
CartaCapital apurou que o Palácio do Planalto já alinhou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a sabatina do PGR na Comissão de Constituição e Justiça. Ela deve ocorrer até 15 de setembro.
Após a sabatina, Gonet terá de receber pelo menos 41 votos no plenário da Casa Alta para confirmar seu novo biênio no comando do Ministério Público Federal.
Paulo Gustavo Gonet Branco tem 64 anos. Entre 2021 e 2023, trabalhou como representante do Ministério Público Eleitoral em processos que tramitavam no Tribunal Superior Eleitoral.
Graduado em Direito pela Universidade de Brasília, ingressou na carreira do MPF em 1987, como procurador da República, responsável por processos na primeira instância da Justiça Federal.
Antes de ascender à PGR, já era próximo aos ministros do STF Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.
Como vice-procurador-geral eleitoral, elaborou um parecer no qual defendeu tornar Bolsonaro inelegível por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. A maioria do TSE seguiu a manifestação, em 2023.











