Na manhã deste sábado (17), a Praça Toledo Barros, em Limeira, foi palco da mobilização “Limeira quer Mulheres Vivas”, um ato público de enfrentamento à violência doméstica e de defesa da vida das mulheres.
A iniciativa reuniu representantes do poder público, coletivos, profissionais da rede de proteção e moradores da cidade.
O evento foi organizado pelo coletivo Mulher Vive, com apoio da Prefeitura de Limeira e da Patrulha Maria da Penha da Guarda Civil Municipal, e teve como objetivo reforçar a urgência do combate à violência contra a mulher, além de ampliar o debate sobre prevenção, acolhimento e responsabilização dos agressores.
O coletivo Mulher Vive foi criado em janeiro de 2025, após o feminicídio de Ingrid de Jesus Corrêa, de 23 anos, assassinada em dezembro de 2024 em Limeira. O crime gerou forte comoção e impulsionou a articulação de mulheres do município para o enfrentamento dos diferentes tipos de violência de gênero.
A programação contou com rodas de conversa, palestras com especialistas, apresentações culturais e a participação de instituições que atuam diretamente no atendimento às vítimas.
O evento também destacou a importância do engajamento dos homens na desconstrução da cultura do machismo e na prevenção da violência.
“Os números e os casos que vivenciamos em Limeira mostram que não podemos nos omitir. Este evento é um convite para refletir e agir, porque prevenir a violência contra a mulher é responsabilidade de toda a sociedade”, afirmou Marina Alencar, chefe de Políticas Públicas para Mulheres.
A mobilização teve o apoio das secretarias municipais de Saúde, Promoção Social (Seprosom), Turismo e Eventos, Educação, Cultura, Segurança Pública e Defesa Civil, além do Fundo Social de Limeira, reforçando a importância da atuação integrada no enfrentamento à violência doméstica.
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Foto e texto: Wagner Morente











